Coletivo FELCO SP convida: Mostra Coordenadas: relatos de uma cidade em disputa.
Queremos dizer que desconfiamos.

Desconfiamos quando, de repente, a grande mídia central e seu braço cinematográfico focam seus capitais e lentes sobre as mesmas periferias que até bem pouco tempo atrás só lhes causavam medo. Desconfiamos das novas tomadas, das novas cores e sons que esse foco procura extrair delas, como tam…bém do novo interesse que ele demonstra por tudo aquilo que nelas se fez e se faz em meio às mais duras adversidades, com pouca grana e muito suor, sangue e luta.

Desconfiamos quando essas mesmas lentes centrais selecionam aquilo que consideram mais ou menos “autêntico” dentre o mundo de coisas que hoje se produz pelas periferias. Desconfiamos quando estas são convidadas a fazer as mais diversas coisas “agora por elas mesmas” e, ainda mais, quando as elites centrais aplaudem de pé os resultados.

Desconfiamos, portanto, quando a periferia torna-se, ao mesmo tempo, o nome de um investimento econômico certeiro e de um espetáculo agradável e comovente. Desconfiamos quando sabemos que a grande maioria das lutas travadas e das artes produzidas pelos que vivem e constroem as periferias são constantemente ignoradas por essas mesmas lentes e por esses mesmos interesses econômicos.

De 29 a 04/12 – Sala Cine Olido
Informações: http://felcobrasil.org/

 

mostra Coordenadas: próximas exibições

Publicado: 18/10/2011 por videopopular em Uncategorized

Mostra itinerante de produções audiovisuais contemporâneas enfocando o tema Centro e Periferia cuja curadoria propõe constituir um panorama variado das estéticas e posicionamentos políticos de uma produção que surge à margem, servindo como meio de formação cultural crítica baseado no enternecimento de vozes e olhares que se querem representados no imaginário, para ir além do entretenimento vazio. Organizada pelo coletivo do Festival Latinoamericano de la Clase Obrera (Felco) de São Paulo, as atividades da mostra, durante dez  ciclos que abrangerão as quatro regiões extremas da cidade e sua região central, envolvem uma série de exibições sempre seguidas por debates

Dolores Boca Aberta Mecâtronica de Artes

Rua Frederico Brotero, 60. Jardim Triana. Zona Leste

(ao lado do metrô Patriarca)

Tel: (11) 3433-8083

Datas e horários:

25/10 20h “Programa 5 – Transação de valores”
28/10 20h “Programa 9 – Condomínio capital”
04/11 20h “Programa 10 – Na mira do progresso”
05/11 20h “Programa 3 – Arte pelas ruas”

 

CEU Butantã

Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, 1870 – Jardim Esmeralda. Zona Oeste

Tel: (11) 3732-4530

Datas e horários:

26/10 14h “Programa 11 – Crescendo na cidade do capital 1: Passado é presente”
16h Festival de Vídeo nas Escolas – Coletivo Nossa Tela
18h “Programa 9 – Condomínio capital”
27/10 14h Festival de Vídeo nas Escolas – Coletivo Nossa Tela
16h “Programa 12 – Crescendo na cidade do capital 2: Passagens secretas”
18h “Programa 4 – Periferia vista em vídeo”
28/10 16h “Programa 12 – Crescendo na cidade do capital 2: Passagens secretas”
19h “Programa 5 – Transação de valores”

 

mais informações: http://felcobrasil.org/2011/coordenadas/

 

 

 

 


 

 

II Festival de Vídeo nas Escolas

Publicado: 13/10/2011 por videopopular em Uncategorized

II Festival de Vídeo nas Escolas une rede pública e privada de ensino.

Em parceria com o Programa nas Ondas do Rádio, Associação Cultural Kinoforum, o Sinpro-SP e a Galeria
Olido, o Coletivo Nossa Tela está organizando o II Festival de Vídeo nas Escolas 2011.

O Festival tem como objetivo exibir vídeos produzidos em escolas públicas e privadas de todo o Brasil
e relatar experiências em educomunicação.

O evento será realizado na Sala Cine Olido, centro de São Paulo, entre os dias 14, 15 e 16 de outubro 2011, com exibições e
com um seminário sobre a produção audiovisual no contexto escolar. Também teremos exibições itinerantes, em parceria realizada com a
Mostra Coordenadas: Politica e Audiovisual entre Centros e Periferias do Coletivo Felco SP.

Divulguem e apareçam!

Mais informações: www.nossatela.com.br, oficinas@nossatela.com.br

MOSTRA COORDENADAS
política e audiovisual
entre centros e periferias

Outubro, novembro e dezembro de 2011 nas 5 regiões da cidade de São Paulo

O Coletivo Felco SP — Festival Latinoamericano de la Clase Obrera – convida para uma mostra que vai esquadrinhar a cartografia de exclusões, labirintos e muralhas da cidade contemporânea!

O que é?

Mostra itinerante de produções audiovisuais contemporâneas enfocando o tema “Centro e Periferia” cuja curadoria propõe constituir um panorama variado das estéticas e posicionamentos políticos de uma produção que surge à margem, servindo como meio de formação cultural crítica baseado no enternecimento de vozes e olhares que se querem representados no imaginário, para ir além do entretenimento vazio.

http://felcobrasil.org/coordenadas/

Circuito de Vídeo Popular – Próxima terça 27/09

Publicado: 25/09/2011 por videopopular em Uncategorized

O Coletivo de Vídeo Popular de São paulo em parceria com a Sala Cine Olido dar continuidade no Circuito de Exibição na cidade de São Paulo.

QUANDO?
27/09 – ÀS 19H30
NA SALA CINE OLIDO

FILMES DESSE MÊS:

Prestes 23+10 (doc. 25 min. 2006)
Sinopse:
A ocupação Prestes Maia, local de inúmeras histórias e símbolo de resistência, nos apresenta o casal Severino e Roberta. Sobrevivendo da reciclagem, fundam uma biblioteca com livros inicialmente retirados do lixo. Freqüentes cortes de energia, contudo, colocam em risco a existência da biblioteca, assim como a permanência dos moradores no edifício. O casal se une a outros membros do M.S.T.C e se mobilizam para obter a posse do Prestes Maia.

O Sequestro da Cultura Brasileira (fic. 35 min. 2005)
Sinopse: Filme de ficção sobre a “alta cultura” versus a cultura das ruas. Trata-se de um assalto a um museu motivado, a principio, pelo exclusivo interesse em lucrar com o sequestro de um bem avaliado no mercado. As contradições da vida e da cultur

Repasse e apareça!

por Conceição Lemes

Na semana passada, três fatos  tinham tudo para ser notícia na mídia. Porém, foram praticamente ignorados.

Roberto Jefferson nega ao STF a existência do mensalão

“Empresário” pede desculpas ao PT por mentiras no Jornal Nacional

Repórter da Veja realmente tentou violar o quarto de José Dirceu em hotel

Hoje, mais cedo entrevistei o senador Humberto Costa (PT-PE) sobre esses fatos.

Viomundo –  O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), afirmou em sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve o mensalão, denunciado, em 2005,  por ele à Folha de S. Paulo e que o restante da mídia corporativa embarcou.  Foi só “pura retórica”, “modo de dizer”. O que o senhor acha dessa posição dele agora?

Humberto Costa — Na verdade, é uma estratégia da defesa do ex-deputado.  Naquele momento, muito marcado pela raiva que estava destilando contra o PT, contra o presidente Lula, ele apresentou aquela versão dos fatos, acabou produzindo muitos desgastes, inclusive a criação de uma CPI, que quase leva à derrubada do governo Lula.

Agora, seis anos depois, ele retira o que disse. Tudo isso como uma estratégia de defesa, mesmo porque ele precisaria provar à Justiça a defesa do que ele havia formulado.

Então, perde força a própria denúncia. E perde força ele como pessoa dotada de credibilidade, para se manifestar em relação a temas semelhantes.

Viomundo — Rubnei Quícoli pediu desculpas ao PT nos processos que a direção nacional move contra ele em Brasília. Quicoli é aquele “empresário”, todo vestido de preto que, durante a campanha eleitoral de 2010, apareceu no Jornal Nacional fazendo graves denúncias à então candidata Dilma Rousseff e ao PT. Na época, apesar da razoável ficha corrida – já havia sido preso por receptação de carga roubada, entre outros crimes –, foi levado às instalações da TV Globo, onde gravou seu “depoimento”. Qual a sua opinião sobre esse “pedido de desculpas”?

Humberto Costa – Do ponto de vista de comunicação esse caso é ainda mais grave, pois uma emissora de TV deu ares de credibilidade a alguém que reconhecidamente não tinha credibilidade.

Houve manipulação, uma utilização desse cidadão, que, sem ter provas, acusou o PT. Isso gerou prejuízo eleitoral na campanha da presidenta Dilma.

Eu defendo que o simples pedido de desculpas não deva encerrar esse processo, porque  os prejuízos, os danos à imagem do partido, à própria candidatura e à própria presidenta foram flagrantes. Esse processo tem de continuar.

Viomundo – O terceiro fato que foi notícia, mas a mídia ignorou foi a conclusão da Polícia Civil do Distrito Federal  sobre a tentativa de invasão do quarto de José Dirceu. O delegado confirmou que o jornalista Gustavo Ribeiro, da revista Veja, realmente tentou violar o apartamento José Dirceu, no Hotel Naoum, em Brasília, no dia 24 de agosto.  O que pensa sobre esse caso?

Humberto Costa – Para mim, é um episódio também da maior gravidade. Quem quer que tenha sido espionado dessa forma, que tenha tido a sua privacidade invadida, sofreu um prejuízo expressivo. As próprias pessoas que ali estiveram — não cabe a ninguém fazer qualquer tipo de prejulgamento — também tiveram a suas imagens associadas a algum tipo de delito, que não aconteceu. Na verdade, ali, o delito foi praticado pelo jornalista e pela revista.

A conclusão de que realmente  houve essa tentativa de invasão denota uma atividade ilegal.  Isso macula muito a credibilidade de revista e coloca em debate a necessidade de a sociedade ter instrumentos para se defender em situações como essa, assim como das duas anteriores.

Viomundo – Senador, quem vai pagar a conta pelos prejuízos que o PT alega ter sofrido?

Humberto Costa — Esse é um dos grandes problemas que nós temos em relação às leis brasileiras, especialmente as leis que dizem respeito ao funcionamento das empresas de comunicação.

Na verdade, quando se fala em democratização dos meios de comunicação muita gente quer passar a leitura de que se está falando em cerceamento da liberdade de imprensa, tentativa de intromissão no conteúdo das matérias jornalísticas. Quando, na verdade, não é nada disso.

Uma das razões pelas quais estamos propondo a democratização dos meios de comunicação é para que, em situações como essas, as pessoas e instituições que tenham sido caluniadas, que tenham sido vítimas de mentira, possam ter um espaço semelhante na mídia  àquele que tiveram os seus detratores, os seus acusadores.

No caso do ” mensalão”, o prejuízo que tivemos não pode ser reparado totalmente. No entanto, nós vamos tentar dar divulgação à posição do ex-deputado. O próprio Supremo Tribunal Federal receberá e analisará essa defesa.Tenho certeza de que a sociedade saberá entender o que, de fato, aconteceu.

Viomundo – E no caso da Globo que deu a palavra a uma pessoa sem a menor credibilidade, como fica?

Humberto Costa – O que acontece com uma instituição de comunicação que, sem o devido cuidado, leva aos seus estúdios dando áreas de credibilidade uma pessoa, sem provas e que se disponha a fazer acusações?

Sem dúvida, isso não dá mais para ser reparado . Por isso  acho que os processos movidos contra o tal ‘empresário’ devam ser mantidos. Fica claro  também que é preciso aperfeiçoar a legislação que trata dos órgãos de comunicação no Brasil.

Viomundo – Nos três episódios, a mídia esteve envolvida. Como levar essa discussão para a sociedade, já que mídia diz que a regulação dos meios de comunicação seria uma forma de cercear a liberdade de imprensa?

Humberto Costa – Teremos de fazer todos os esclarecimentos à sociedade. Mas já sabemos que será uma tarefa difícil. Há uma tentativa clara de impedir qualquer discussão sobre a democratização dos meios de comunicação, tachando esse debate como cerceamento à liberdade de imprensa, quando na verdade não é.

Nós temos de discutir o que fazer em situações como essas apontadas por você, quando há calúnia ou quando uma notícia mal investigada se transforma em uma denúncia, acarretando prejuízos os mais diversos.

Nós temos de discutir como fica o direito de resposta. A indenização a pessoas e instituições que tenham sido vítimas desse tipo de atividade ilegal e criminosa, como no caso da tentativa de invasão ao quarto de José Dirceu, não deve ser simbólica; a indenização deve ser expressiva.

Outra coisa que faz parte dessa discussão é questionar se é justo, correto, que uma única empresa detenha a propriedade de rádio, televisão, jornais, redes sociais. Também se isso não  representa uma concentração negativa em relação à democracia dos meios de comunicação.

É importante discutir também se é justo que políticos tenham direito a ter rádios e televisões. Eu acho que eles não deveriam ter, a legislação deveria coibir isso.

São essas questões que tem de ser discutidas e não nenhum tipo de proibição à expressão do pensamento, das ideias de quem quer que seja.

E isso não é fácil. A forma de se fazer esta discussão é por meio dos meios de comunicação e eles se fecham inteiramente à possibilidade de a verdade ser colocada  nesse debate.

O manifesto do Movimento dos Sem Mídia

Publicado: 16/09/2011 por videopopular em Uncategorized

por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Senhoras e senhores,

Estamos aqui hoje para nos manifestar contra a corrupção, mas não como aqueles que estiveram neste mesmo local no último dia 7 de setembro dizendo que se manifestavam pelo mesmo motivo. O que aquelas pessoas fizeram, na verdade, foi um ato orquestrado por grandes impérios de comunicação e que teve como objetivo favorecer partidos políticos.

Antes de prosseguir, é bom explicar que este Ato Público não pertence a nenhum partido político, a nenhum sindicato, a nenhum grupo de interesse. Foi convocado pelo Movimento dos Sem Mídia, que luta pela democratização da comunicação no Brasil, ou seja, para que essa comunicação não continue na mão de meia dúzia de famílias.

Quem são esses impérios de comunicação? São a Globo, os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e a revista Veja e alguns outros que repetem o que eles dizem. Esses veículos estimularam a manifestação que ocorreu aqui no Masp no último dia 7 usando artigo escrito por um jornalista espanhol ligado a esses empresários de comunicação.

O jornalista espanhol Juan Arias disse que os brasileiros seriam acomodados com a corrupção porque não saem às ruas para protestar como no país dele. Escreveu aquilo apesar de que seu povo está indo às ruas porque a Espanha está em uma terrível crise econômica, com desemprego nas alturas. Os brasileiros não fazem o mesmo porque este país está indo muito bem, obrigado.

Os tais impérios de comunicação, dessa forma, passaram a reproduzir sem parar aquele texto sem sentido em seus jornais, revistas, rádios, televisões e portais de internet. Poucas semanas depois, aparecem essas manifestações “contra a corrupção” como a que aconteceu aqui no Masp no último dia 7 de setembro.

Naquela manifestação, o que se viu não foram críticas a toda corrupção, mas a políticos e ao partido aos quais as famílias Marinho (dona da Globo), Frias (dona da Folha de São Paulo), Mesquita (dona do Estadão) e Civita (dona da revista Veja) se opõem há muito tempo, ou seja, ao Partido dos Trabalhadores, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff.

Não foi por outra razão que aquela manifestação que ocorreu há cerca de duas semanas aqui neste mesmo local tinha faixas e cartazes acusando de corrupção o ex-presidente Lula, o PT e a presidente Dilma e foi acompanhada por políticos do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Foi um ato político disfarçado de “marcha contra a corrupção”.

Não há brasileiro que não saiba que a Globo e os outros veículos já mencionados – e alguns menores que agem sob sua influência – fazem oposição ao PT e a todos os políticos deste partido ou a ele aliados. Desde 1989, quando Lula disputou sua primeira eleição presidencial, que esses impérios de comunicação fazem isso.

E por que fazem? Porque são contra a distribuição de renda, contra a melhora de vida do povo mais pobre e a favor da corrupção, pois todos sabem que quando denunciam políticos eles são sempre do PT e de partidos aliados e nunca do PSDB e dos aliados dele. E o que é pior: só denunciam quem se vende, quem se corrompe, mas nunca quem suborna porque são empresas que anunciam nesses jornais, revistas, tevês etc.

Durante semanas, esses veículos martelaram esses atos públicos artificiais que sairiam às ruas no 7 de setembro. Com publicidade dessa dimensão sendo veiculada sem parar nas televisões, rádios, jornais, revistas e portais de internet, claro que inocentes úteis que acharam que estavam se manifestando “contra a corrupção” foram atraídos e engrossaram as manifestações.

Se quisessem se manifestar contra a corrupção, os que estiveram aqui no Masp naquele dia também acusariam o governo de São Paulo, que impede que uma única CPI contra si seja aprovada na Assembléia Legislativa, onde há mais de cem pedidos de investigação que não vão para frente porque a imprensa, diferentemente do que faz contra o PT, não divulga.

E não divulga porque o governo de São Paulo acaba de gastar NOVE MILHÕES DE REAIS comprando assinaturas da Folha, do Estadão e da Veja, por exemplo. Dinheiro dos seus impostos, cidadão, que vai para o bolso desses impérios de comunicação.

Um bom exemplo de escândalos do PSDB que a mídia esconde está nas obras do Rodoanel, contra as quais pesam denúncias de superfaturamento. Ou, por exemplo, as obras de limpeza do rio Tietê, que neste ano transbordou porque o ex-governador José Serra diminuiu aquelas obras e aumentou gastos em publicidade que infestou a tevê durante o ano passado, quando o ex-governador disputou a Presidência da República.

A corrupção da mídia, portanto, está em ela jamais expor empresas que subornam políticos corruptos simplesmente porque são suas anunciantes. Assim, atacando só quem se vende e nunca quem compra políticos, a corrupção no Brasil não diminuirá nunca.

Há, sim, escândalos e corrupção nos governos do PT, do PSDB, de todos os partidos. Por isso há que investigar a todos e não só aos inimigos políticos das famílias Marinho, Frias, Civita, Mesquita e outros empresários da comunicação que acobertam políticos amigos e denunciam os políticos inimigos até mesmo quando não há prova alguma.

Nada a espantar vindo de impérios de comunicação que ajudaram a implantar e a sustentar a ditadura militar que manteve este país nas trevas de 1964 a 1985 e que torturou e assassinou pessoas apenas porque tinham opinião política diferente.

Ser contra a corrupção é ser contra quem corrompe e quem é corrompido. É não dar propina ao guarda de trânsito, é não subornar funcionário público para ele “agilizar” aquele processo em um órgão público. Não será atacando só os políticos inimigos e protegendo os amigos que este país reduzirá a corrupção, portanto.

O Movimento dos Sem Mídia, assim, é contra TODA a corrupção e não apenas contra a corrupção de alguns. Por isso, quando você, cidadão, ler ou ouvir esses jornalistas que se vendem aos patrões dizendo só aquilo que eles querem, acusando só petistas e aliados e dizendo que não votando neles a corrupção acabará, não acredite. É tramóia.

Corrupção existe no mundo inteiro. Em governos de todos os partidos. Há que dificultá-la, mas nunca se conseguirá acabar com toda ela. Não adianta demonizar a classe política porque sem políticos não há democracia. Voltaremos à ditadura militar, a um tempo em que os políticos eram amordaçados por generais que roubavam sem ter quem contestasse.

Assim sendo, se você quer uma imprensa que combata toda a corrupção, é preciso que essa imprensa não fique na mão de meia dúzia. Nos Estados Unidos, por exemplo, um mesmo empresário não pode ter jornal e televisão na mesma cidade. No Brasil, a Globo tem tudo – jornal, revista, TV, rádio, portal de internet – em todas as cidades.

Isso se chama concentração de propriedade de meios de comunicação. O que se quer, assim, é aprovar leis que existem em todos os países desenvolvidos e que não permitem que uma Globo use concessão pública como é um canal de tevê para fazer jogo político em favor dos partidos e políticos amigos.

Esses impérios de comunicação acusam quem pede leis para a comunicação de querer “censura”. É mentira. Ninguém quer que esses impérios não falem o que pensam. Só o que se quer é que quem pensa diferente da Globo possa ir em suas tevês contradizer a família que as controla, pois a faixa de onda eletromagnética que usam é uma concessão do povo.

Isso não é e nem jamais será censura.

MOVIMENTO DOS SEM MÍDIA

O Cine Bijou – Cinema e Memória

Publicado: 16/09/2011 por videopopular em Uncategorized

O Cine Bijou – Cinema e Memória
Neste sábado (17/09), a partir das 15H.

Exibirá o filme “São Paulo, Sociedade Anônima”, de Luis Sérgio Person (1965)
e “Qual Centro?”, do Coletivo Nossa Tela (2010).

Os filmes tratam de dois momentos distintos da produção do espaço da cidade, e a relação dos trabalhadores frente ao progresso da máquina capitalista metropolitana. O segundo filme, como sabem, aborda o processo recente de “revitalização” e “higienização” do Centro de São Paulo, de modo que queremos aprofundar este tema durante o debate na sequência dos filmes, contando sobretudo com a participação dos lutadores que vivenciam a resistência contra a especulação imobiliária e a criminalização dos trabalhadores na área central. Além disso, refletir junto com vocês o papel que o Vídeo Popular tem no calor desses processos de resistência: como meio de denúncia, elaboração estética, criação de outra linguagem, organização coletiva, espaço de reflexão etc etc.

Repassem o convite as suas listas
e aos demais coletivos afins.
Contamos com a presença de tod@s neste Sábado!

Mais informações sobre o Bijou
e sobre a próxima sessão: http://bijoucinememoria.blogspot.com .

Um Forte Abraço a tod@s e Até Sábado!
Coletivo Cine Bijou – Cinema e Memória

Publicado: 09/09/2011 por videopopular em Uncategorized

Em agosto, o líder militar vietnamita Giap completou 100 anos. Giap foi decisivo na luta de independência do Vietnã, contra os franceses, e na guerra contra os EUA. O documentário do cinesta Silvio Tendler mostra a trajetória de Giap, narrada por ele mesmo, em entrevista realizada em 2003.

O maior de todos os tempos, pena que a midia internacional faz questão de obscurecer o legado de um homem , que devido aos seu pensamento a frente do seu tempo, mais do que estratégia militares, conseguiu pensar a guerra holisticamente, em favor de um mundo livre, seu mundo, pensado com um todo.

II Mostra do Vídeo Popular de São Carlos

Publicado: 04/09/2011 por videopopular em Uncategorized

REGULAMENTO DA II MOSTRA DE VÍDEO POPULAR DE SÃO CARLOS

REGULAMENTO
A II Mostra de Vídeo Popular de São Carlos é organizada pela Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de São Carlos (CCult), pelo Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de São Carlos (DAC) e pelo Grupo de Estudos e Extensão em Comunicação e Educação Popular (GECEPop)
Trata-se de um espaço que a CCult, o DAC e o GECEPop estão abrindo para criações audiovisuais, visando à autonomia cultural dos grupos populares e das comunidades, a partir do impulso à democratização da difusão de obras audiovisuais.
Os interessados tem acesso ao Regulamento e à Ficha de Inscrição da II Mostra de Vídeo Popular de São Carlos no blog http://mostradevideopopular.blogspot.com/, observando que somente após a aceitação dos termos deste Regulamento e do preenchimento da Ficha de Inscrição, os interessados estarão aptos à inscrição, que é formalizada com o envio dos vídeos via correio.
Feita a inscrição, cada participante assume a responsabilidade legal sobre as informações prestadas e os vídeos, contendo imagens, sons ou qualquer outro conteúdo de sua autoria ou sob sua responsabilidade legal.