Semana de Vídeo Popular | de 19 a 26 de setembro

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Papai Noel, Brasil e Argentina

Boa, Marquinhos!

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Cooperativa Popular– Editora e Produção Audiovisual

Por que criamos a Cooperativa Popular?

Em primeiro lugar, para não ficarmos debaixo do braço de ninguém e principalmente de nossos inimigos. Ou seja, para não criarmos rabo-preso com politiqueiros, com empresários, com ONGS, e nem ficarmos dependente de migalhas do Estado, que cotidianamente e por diferentes meios massacra, explora e divide a nossa classe.

Além disso, não queremos que nossas relações com outras organizações seja marcada por relações monetárias. As articulações devem ser feitas com base na partilha de princípios, horizontes políticos, no interior de processos de luta. E ficar passando o chapéu atrapalha isso.

Outro motivo importante é que somos contra a profissionalização da militância, que gera no interior do movimento desconfiança, disputas de poder, acomodação, hierarquias, e também a dependência e a perda da autonomia de decisão e de ação. Mas todos precisamos sobreviver, e do jeito que somos explorados, que ganhamos pouco e que sofremos nos trens e ônibus lotados, sobra muito pouco tempo e energia para a gente se organizar e construir as lutas. Por isso, é muito importante para nós a) criarmos condições de trabalho próximo de onde vivemos e agimos como movimento; e b) realizarmos um trabalho onde todos ganham igual e que nosso suor não serve para encher de dinheiro o bolso de uns patrões parasitas.

Por último, mesmo sabendo que por elas mesmas as pequenas experiências de organização – e de organização da produção – não mudam nada, sendo feitas sob condições capitalistas e de modo muito precário, acreditamos que a transformação radical da sociedade passa pela multiplicação dessas experiências coletivas, em que ninguém manda em ninguém, e em que tentamos adquirir algum controle e alguma capacidade de decisão sobre os rumos de nossas vidas. Certos ou errados, é assim que buscamos construir o nosso movimento, e é nesse sentido que a Cooperativa Popular se insere em nossa caminhada.

Caso tenham interesse em algum serviço nosso, peçam um orçamento pelo e-mail: producaoeluta@gmail.com.

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Semana 2 outubro – Pelo fim dos massacres!

Confira a programação:
SEXTA-FEIRA, 28/09, às 9:30hs – COLETIVA INTERNACIONAL DE IMPRENSA no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rego Freitas, 530 – Sobreloja )
9h30 – Lançamento Oficial do “Manifesto Pelo Fim dos Massacres”, da Rede 2 de Outubro
10h – Coletiva Internacional de Imprensa no Sindicato dos Jornalistas, com a participação de:
David (integrante da Pastoral Carcerária, sobrevivente do Massacre do Carandiru)
Pe. Valdir Silveira (Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária e Rede 2dO)
Débora Maria da Silva (Coordenadora das Mães de Maio, membro da Rede Nacional de Familiares)
SÁBADO, 29/09, às 11:00hs – DESFILE DO CORDÃO DA MENTIRA: “Quando vai acabar o Genocídio Popular?”
11h – Concentração no Largo General Osório (próximo à estação da Luz do metrô)
TERÇA-FEIRA, 02/10, às 15:00hs – DIA PELO FIM DOS MASSACRES na Praça da Sé
15hs – Ato Ecumênico na Catedral da Sé
15:45hs – Ato Político-Cultural na Praça da Sé
SÁBADO, 06/10, às 11:00hs – CAMINHADA CULTURAL PELA PAZ E PELA LIBERDADE
15hs – Concentração na frente da Biblioteca do Parque da Juventude (próximo à estação Carandiru do metrô)

 

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CONVITE CINE DEBATE

XINGU, o filme (Fic. 2012)
Dir. Cao Hamburger

SINOPSE: Os irmãos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo Villas Bôas (Caio Blat) resolvem trocar o conforto da vida na cidade grande pela aventura de viver nas matas. Para isso, resolvem se alistar no programa de expansão na região do Brasil central, incentivado pelo governo. Com enorme poder de persuação e afinidade com os habitantes da floresta, os três se tornam referência nas relações com os povos indígenas, vivenciando incríveis experiências, entre elas a eterna conquista do Parque Nacional do Xingu.

TRAILER: http://www.youtube.com/watch?v=yoSdc4cq5n0&feature=player_embedded

DEBATE:
Após a exibição debate com Cao Hamburger (Diretor)
e Angela Pappiani (Coordenadora dos programas de Rádio Aldeias Sonoras)

DIA: 13/09
HORA: A partir das 14h
END. Auditório Cambucci – Incubadora de projetos sociais
Rua Otto de Alencar, 270 – Cambucci – A 15 mim. do metro São Joaquim

INFORMAÇÃO:
3805-7319 ou pelo email: netcomunidadecambicci@projetoasas.com.br

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Pinheirinho – Tiraram minha casa, tiraram minha vida

A neblina do amanhecer de 22 de janeiro de 2012 deu lugar à fumaça das bombas arremessadas contra a população de Pinheirinho, bairro popular organizado a partir de uma ocupação em São José dos Campos, São Paulo. As terras pertecem a um milionário especulador, que por 30 anos nunca as utilizou nem pagou impostos. Mas o Estado, ao invés de prendê-lo ou confiscar as terras, perdoou boa parte da dívida e devolveu-lhe o terreno, expulsando as mais de 1800 famílias que alí estavam desde 2004. Animais de estimação, livros, fotografias, brinquedos – todos silenciam, violentados, em meio às ruínas. Mas o Pinheirinho resiste. Este documentário narra os percursos de uma luta contra um Estado que não é de todos, mas apenas de uma minoria.


Apoio: La Mestiza audiovisual, Acessus Coletivo, Festival Latinoamericano de la Clase Obrera São Paulo (FELCO-SP), Cinescadão

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Eita, poesia se escreve com febre!

Por Wilq Vicente.

O cinema brasileiro é careta e precisa de atitude”. Eita, poesia se escreve com febre! Ao menos na cidade de Recife, onde outrora já foi considerada a quarta pior cidade do mundo. Alguma coisa mudou?. Entre os becos e vielas, na praia, no mangue, ouve-se um grito, um gemido ecoando com força e vivacidade, cheio de anarquismo e de delírios pulsantes. Um poeta e suas angústias viscerais. Eita, poesia se escreve com febre!

Febre do Rato é o mais recente filme de Cláudio Assis, um bicho cabra da peste que veste e se reveste do imaginário representado pelos personagens de seus filmes. “A sociedade está muito chata”, dispara Assis. Um realizador de títulos como Amarelo Manga e Baixio da Bestas e que amadurece com o seu certeiro e terceiro trabalho. Assis não mede palavras, dispara contra tudo e todos, Globo Filmes, Hector Babenco e Walter Salles etc.

O filme é uma apologia a vida desregrada, dos padrões cristãos. Faz referencias implícitas ao Cinema Marginal da década de 70 e evoca o mundo dionisíaco, de Celso Martinez Corrêa. Sexo, álcool, drogas e poesia, poesia em demasiado “como um tiro certeiro” em um plano continuo, uma metralhadora a disparar e disparar. Sentimos a pulsação da vida, do prazer e do amor. Energias sendo parafraseadas ali e acolá, pelo poeta Zizo. O filme Febre do Rato transgride, não sabemos? Mas ele segue na contracorrente do cinema brasileiro, isso eu não tenho dúvidas.

A fotografia em preto e branco raramente explorada no cinema brasileiro é belíssima. O elenco de atores impecável, sem pudor. Uma narrativa que vai fluindo através da beleza dos poemas que igualam o popular ao erudito. Uma crônica libertária, narrando o cotidiano das periferias brasileiras. O filme mostra assim a riqueza e a vida pulsante que percorre diariamente os becos e as vielas dessas periferias. Sem qualquer vergonha, traço marcante de Assis.

O filme te chama a pensar, te sacode, pede que você se indigne. Pede que você se levante e grite, cante e recite. O satélite é a volta do mundo, abismo de coisas medonhas, afirma Zizo em off na abertura do filme em pleno Rio Capibaribe. Quem foi que disse que poesia não embala, quem foi que disse que poesia não embriaga anuncia o poeta. Somos anarquistas sim, por que até a anarquia precisa de tradição em pleno centro do Recife em dia de parada militar. O poeta é uma flecha.

Febre do Rato é também o nome do fanzine produzido e distribuído entre os barracos erguidos entre mangues. Esse é o cinema brasileiro que entre becos e vielas tenta se erguer, esse é o cinema feito por Cláudio Assis e seus colaboradores com muita febre. E com muita febre não aceita imposições, sem frescuras, sem papas na língua. É preciso errar, afirma Zizo. Talvez resida aí o foco do cinema brasileiro. Eita, cinema se faz com febre!

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